Como a história é como a ficção modernista dos elefantes brancos?

O conto de Ernest Hemingway "Hills como White Elephants" é um exemplo clássico de ficção modernista e mostra as principais características deste movimento. Escrito em 1927, a história se passa na Espanha, onde um jovem casal americano lida com uma decisão que afetará significativamente suas vidas. Veja como "colinas como elefantes brancos" incorporam as características da ficção modernista:

Fragmentação e alusão:
A narrativa é fragmentada, refletindo a mente fragmentada do personagem feminino. O diálogo entre o casal é intercalado com trechos de descrições, criando um fluxo desarticulado e elíptico que desafia as técnicas tradicionais de contar histórias. Hemingway alude à decisão do casal sobre um aborto sem declarar explicitamente, aumentando a ambiguidade e a complexidade da história.

fluxo de consciência:
Hemingway emprega narração de fluxo de consciência, capturando os pensamentos e emoções internas dos personagens enquanto lidam com sua decisão. Essa técnica revela os processos mentais do casal, permitindo que o leitor entenda diretamente seus pensamentos, medos e motivações.

simbolismo e imagens:
A história é rica em simbolismo e imagens, acrescentando camadas de significado à narrativa. O título em si, "colinas como elefantes brancos", sugere a ambivalência da mulher sobre sua escolha. O motivo recorrente do trem, que simboliza movimento, mudança e fuga, enfatiza ainda mais a turbulência emocional do casal.

Falta de resolução:
Ao contrário de histórias curtas tradicionais, "colinas como elefantes brancos" não fornece uma resolução ou respostas claras. O conflito permanece sem solução, espelhando as situações da vida real nas quais escolhas complexas nem sempre levam a resultados claros. Essa abertura convida o leitor a refletir sobre as implicações e conseqüências da decisão do casal.

Concentre -se na interioridade:
Em vez de se concentrar em eventos externos, a história investiga profundamente os personagens, explorando seus estados psicológicos, medos e conflitos. Esse foco na interioridade se alinha com a ênfase da ficção modernista no realismo psicológico.

prosa minimalista:
O estilo de escrita de Hemingway em "colinas como elefantes brancos" exemplifica a estética minimalista modernista. A prosa é concisa, precisa e despojada de enfeites desnecessários. Essa economia da linguagem permite que os temas e emoções da história surjam com maior poder e impacto.

Subtexto e ironia:
A história está carregada de subtexto e ironia, convidando o leitor a decifrar os significados implícitos sob a superfície. O diálogo dos personagens geralmente carrega camadas subtextuais, e a ironia de sua situação aumenta a profundidade e a complexidade da história.

"Colinas como elefantes brancos" captura a essência da ficção modernista por meio de suas técnicas experimentais, narrativa fragmentada, foco na interioridade e uso de simbolismo e imagens. A história desafia convenções tradicionais de contar histórias, provoca contemplação pensativa e reflete as complexidades e ambiguidades da existência humana na era moderna.