Por que o bisão está em perigo?

Conservação do Bisonte Americano:

Historicamente, o bisão americano já foi abundante na América do Norte, com uma população estimada em cerca de 30 milhões antes da chegada dos colonizadores europeus. No entanto, ao longo do século XIX, as populações de bisões sofreram um declínio dramático devido a vários factores:

1. Caça Comercial :A procura de produtos de bisão, especialmente as suas peles, carne e peles, alimentou a caça comercial em grande escala. As populações de bisões foram dizimadas à medida que milhares de animais eram mortos todos os anos pelas suas peles e outras partes do corpo.

2. Extermínio patrocinado pelo governo :No final de 1800, o governo dos Estados Unidos incentivou o extermínio de bisões como parte de sua política para controlar as tribos nativas americanas. A intenção era privar os nativos americanos da sua principal fonte de alimento e perturbar o seu modo de vida tradicional.

3. Competição com Pecuária :À medida que os colonos se moviam para o oeste e traziam consigo seu gado e outros animais, os bisões enfrentavam competição por pastagens e recursos. A introdução do gado doméstico também trouxe doenças para as quais os bisões não tinham imunidade natural, contribuindo para o seu declínio.

4. Perda de habitat :A expansão da agricultura e do desenvolvimento reduziu o habitat natural do bisão, fragmentando as suas populações e limitando o seu acesso a alimentos e abrigo.

5. Transmissão de doenças :A propagação de doenças provenientes de animais domesticados dizimou ainda mais as populações de bisões, incluindo a introdução da brucelose bovina e da tuberculose no gado.

A combinação destes factores levou os bisões à beira da extinção, com o seu número a cair de milhões para apenas algumas centenas no final do século XIX. Felizmente, os esforços de conservação e o estabelecimento de reservas de vida selvagem permitiram que a população de bisões americanos se recuperasse e agora não são mais considerados ameaçados. No entanto, o seu estado de conservação continua vulnerável e são necessários esforços contínuos para proteger o seu habitat e garantir a sua sobrevivência a longo prazo.