osmorregulação na migração de salmão
Quando um salmão se move de um oceano de água salgada para um rio de água doce, encontra uma mudança significativa no ambiente osmótico. O oceano é um ambiente hipertônico, o que significa que possui uma maior concentração de solutos dissolvidos em comparação com o rio de água doce, que é um ambiente hipotônico. Para sobreviver, o salmão deve manter seu equilíbrio osmótico interno, regulando o movimento da água e solutos em suas membranas celulares. Aqui está uma visão geral das mudanças fisiológicas que ocorrem nas células do salmão durante esta transição:
1. No oceano (ambiente hipertônico):
- As células do salmão estão expostas a uma maior concentração de solutos na água do oceano em comparação com seu ambiente interno.
- Para evitar a perda de água e manter o volume celular, o salmão transporta ativamente íons (como sódio e cloreto) para suas células, aumentando a concentração interna do soluto.
- Esse processo requer energia na forma de ATP e é realizado por bombas de íons, como a bomba ATPase de sódio-potássio, localizada na membrana celular.
- O transporte ativo de íons ajuda a manter o equilíbrio osmótico e evita o encolhimento celular.
2. Transição para água doce (ambiente hipotônico):
- À medida que o salmão se move para o rio de água doce, a pressão osmótica externa diminui, criando um ambiente hipotônico.
- A menor concentração de solutos na água doce faz com que a água se mova passivamente para as células do salmão por osmose.
- Para evitar inchaço excessivo e ruptura celular potencial, o salmão ajusta seus processos de transporte de íons.
- reduz o transporte ativo de íons para suas células e pode até reverter o processo, transportando ativamente íons para fora das células.
- Essa mudança no transporte de íons ajuda a regular o movimento da água e mantém o volume celular.
3. Regulação de íons:
- A mudança no ambiente desencadeia ajustes na expressão e atividade das proteínas de transporte de íons nas células do salmão.
- O aumento da atividade de canais e bombas de íons específicos, como a bomba ATPase de sódio-potássio, permite que o salmão se adapte às novas condições osmóticas.
- A regulação das concentrações de íons, particularmente o sódio e o potássio, é crucial para manter os gradientes eletroquímicos adequados entre as membranas celulares e garantir funções celulares essenciais.
4. Função de rim e brilho:
- Os rins e brânquias desempenham papéis vitais na osmorregulação em salmão.
- Os rins são responsáveis por regular a excreção de água e íons, ajudando o salmão a equilibrar seu volume interno de fluido.
- Modificações na produção de urina e reabsorção de íons ocorrem em resposta à mudança na salinidade.
- As brânquias também estão envolvidas no transporte de íons e na troca gasosa. Eles ajudam na captação de íons essenciais, como sódio e cloreto, e a excreção de resíduos.
No geral, à medida que um salmão se move do oceano para um rio de água doce, suas células sofrem adaptações fisiológicas para manter o equilíbrio osmótico e sobreviver nos ambientes em mudança. Essas adaptações envolvem ajustes nos processos de transporte de íons, regulação do movimento da água e modificações na função renal e branquial.