Espécies introduzidas, também chamadas de espécies exóticas ou não nativas, são espécies que foram transportadas pela atividade humana para uma área fora de sua área de distribuição natural e ambiente, intencionalmente ou não.
Estas espécies transportadas podem ter consequências indesejadas para o ecossistema local, perturbando delicados equilíbrios ecológicos. As espécies introduzidas podem competir com as espécies nativas por recursos como alimentos, água e habitat. Em alguns casos, as espécies introduzidas podem transmitir doenças ou parasitas às espécies nativas, impactando ainda mais as populações e os ecossistemas.
O processo de introdução de espécies em novos ambientes pode acontecer por vários meios:
- Intencional:As pessoas podem introduzir espécies intencionalmente por razões como agricultura, horticultura, aquicultura, posse de animais de estimação, controlo biológico ou esforços de conservação.
- Não intencional:introduções não intencionais podem ocorrer através de atividades humanas, como transporte, comércio, turismo ou liberação acidental de organismos não nativos no meio ambiente.
Embora algumas espécies introduzidas possam integrar-se inofensivamente no novo ecossistema, outras podem tornar-se invasivas. As espécies invasoras têm um impacto negativo no seu novo ambiente e podem espalhar-se rapidamente, representando riscos ecológicos, económicos e de saúde significativos. Podem causar alterações na estrutura e função dos ecossistemas, reduzindo a biodiversidade e afectando serviços ecossistémicos vitais para o bem-estar humano.
Compreender e gerir a introdução e propagação de espécies não nativas é uma tarefa complexa e desafiante para ecologistas, conservacionistas e decisores políticos, exigindo monitorização, medidas de controlo e educação pública para minimizar os impactos negativos das espécies introduzidas na biodiversidade e na saúde dos ecossistemas.