Por que a ruminação é necessária em animais que comem grama?

A ruminação é necessária em animais que comem grama, também conhecidos como herbívoros, por vários motivos:

1. Quebrando a celulose: A grama é composta principalmente por celulose, um carboidrato complexo que a maioria dos animais não consegue digerir diretamente. Os ruminantes têm um sistema digestivo especializado com quatro estômagos:o rúmen, o retículo, o OMASUM e o abomasum. O rúmen , o maior compartimento, abriga trilhões de bactérias e outros microorganismos que podem quebrar a celulose em açúcares mais simples que o animal pode absorver e usar para energia.

2. Extração eficiente de nutrientes: O processo de ruminação, que envolve mastigar e engolir o CUD (alimentos parcialmente digeridos), permite uma melhor mistura de alimentos com fluidos digestivos e microorganismos. Isso leva a um colapso mais completo do material vegetal e ao aumento da extração de nutrientes, maximizando a capacidade do animal de extrair energia e nutrientes vitais de uma dieta de baixa qualidade e alta fibra.

3. Reduzindo a ingestão de alimentos: O longo processo de mastigar e digerir a grama através da ruminação permite que o animal maximize a extração de nutrientes de uma grande quantidade de alimentos. Isso, por sua vez, reduz a quantidade de comida que eles precisam consumir, o que é particularmente importante para animais que gastam muito tempo pastando.

4. Digestão para melhorar: O movimento do CUD através do rúmen e outros compartimentos, auxiliado por contrações dos músculos do estômago, decompõe ainda mais a comida e permite uma mistura eficiente com sucos digestivos.

5. Fermentação: O rúmen fornece um ambiente ideal para a fermentação, um processo pelo qual as bactérias quebram carboidratos complexos e produzem ácidos graxos voláteis (AGV) que são absorvidos pelo animal e usados ​​para energia.

Em resumo, a ruminação é uma adaptação essencial para herbívoros que lhes permite extrair com eficiência nutrientes de sua dieta baseada em plantas, quebrando a celulose, maximizando a extração de nutrientes, reduzindo a ingestão de alimentos, aumentando a digestão e facilitando a fermentação. Essa adaptação permitiu que os herbívoros prosperassem em ambientes onde outros animais não podem acessar facilmente os nutrientes de que precisam.